Trajetória de Luciano Menezes
Minha jornada musical começou em 1983, aos 16 anos, com o violão popular. Seis meses depois, mergulhei no violão erudito, e aos 17, troquei as cordas de nylon pela distorção da guitarra. Desde então, nunca mais parei de estudar, tocar e ensinar.
Formação e mentores
Minha formação reúne estudo autodidata, conservatório e a orientação de professores que marcaram profundamente minha maneira de tocar e ensinar.
- Paulo Gomes – Conservatório Musical do Morumbi, entre 1988 e 1990;
- Mozart Mello – meu principal professor e mentor, entre 1991 e 1994 e, novamente, entre 2015 e 2017;
- Conrado Paulino e Djalma Lima – improvisação;
- Wilson Cúria – arranjo musical;
- Ricardo Rizek – história da música.
Também tenho qualificação profissional de Técnico Musical em Violão, com registro publicado no Diário Oficial do Estado em 11 de novembro de 2000.
Influências musicais
Minhas primeiras referências na guitarra foram Ace Frehley e Matthias Jabs. Depois vieram Yngwie Malmsteen, Edward Van Halen, Steve Vai e Tony MacAlpine, que ampliaram meu interesse por técnica, composição e sonoridade.
Mais tarde, o jazz e o fusion abriram novos caminhos, com Al Di Meola, Pat Martino, Allan Holdsworth e Pat Metheny. No baixo, Steve Harris, Billy Sheehan e Geddy Lee também foram referências importantes.
Essas influências ajudaram a construir uma visão musical ampla, que continua evoluindo e se reflete tanto na maneira como toco quanto na forma como ensino.
Primeiras bandas e trabalho autoral
Minha experiência em bandas começou em 1984, com a Auto-Estrada, tocando hard rock e heavy metal de grupos como Scorpions, Led Zeppelin e Twisted Sister.
Entre 1985 e 1987, participei da Master’n’Slave, voltada ao trabalho autoral. Desse período surgiu “Blood in Orient”, composição que mais tarde se transformou em “Superimpositions”.
Em 1992 e 1993, desenvolvi um trabalho solo com Maurício Leite na bateria, Odilon de Carvalho no baixo e Sergio “Urso” nos vocais. Dessa fase nasceu a música “Star”.
U2 Cover Alive! e U2 Brasil
Em 1994, por indicação de Mozart Mello e Flávio Gutok, entrei para a U2 Cover Alive!, dedicada a reproduzir com precisão a sonoridade, os arranjos e a formação original do U2.
Além de tocar guitarra, programava sequenciadores e efeitos para reconstruir detalhes das gravações. Em 1998, o fã-clube U2 Brasil promoveu a união da U2 Cover Alive! com o vocalista da U2Cover e deu seu próprio nome ao novo projeto.
O U2 Brasil foi o projeto de maior projeção dessa fase. A banda apareceu em emissoras de várias regiões do país, com oito participações na MTV, além do Vídeo Show, da TV Globo, e do O+, da emissora Band.
Também nos apresentamos em algumas das principais casas de shows do Brasil e, em certos períodos, tocávamos mensalmente para públicos de até 10 mil pessoas. Permaneci no projeto até 2005.
Em 2006, retomei a U2 Cover Alive! com uma nova formação. Em 2007, fizemos o show para o maior público da minha carreira: cerca de 30 mil pessoas.
O trabalho seguiu até 2013, com um breve retorno em 2017, e incluiu eventos ligados à Universal Music, entre eles ações relacionadas aos álbuns No Line on the Horizon e Achtung Baby.
Essa longa experiência aprofundou meu estudo de timbres, arranjos, programação e tecnologia aplicada à guitarra.
Country e composições
Em 1996, participei da California Country, aprofundando meu contato com a linguagem e o repertório do country.
No ano seguinte, integrei As Filhas do Xerife, banda autoral voltada à criação de repertório próprio.
O ensino como parte da trajetória
Comecei a dar aulas em 1991, na Fill Centro Musical, no Morumbi, onde permaneci até 1997.
De 1996 a 2005, também lecionei no Conservatório Musical do Butantã. Desde 1997, dou aulas na Band Leader, no Morumbi. Entre 2021 e 2022, também integrei a equipe da School of Rock Panamby.
Em 2014, passei a oferecer aulas online ao vivo, tornando possível trabalhar com alunos de outras cidades e países.
Com o tempo, o ensino tornou-se o centro da minha trajetória. A experiência no palco, o estudo, a eletrônica e a luthieria passaram a servir ao mesmo propósito: ajudar cada aluno a aprender com clareza, aproveitar melhor o tempo e desenvolver sua própria personalidade musical.